Home

Quick Links

Search

 
Migraçăo pré-empilhamento Kirchhoff-feixes gaussianos 2,5D em verdadeira amplitudeNormal access

Authors: M. J. S. Costa, G. Garabito, Joăo C. R. Cruz and Carlos A. S. Ferreira
Event name: V Simpósio Brasileiro de Geofísica
Session: Geofísica da exploraçăo de hidrocarbonetos
Publication date: 27 November 2012
Organisations: SBGf
Language: Portuguese
Info: Extended abstract, PDF ( 583.84Kb )

Summary:
Em todos os ambientes geológicos, dos mais simples aos mais complexos, a realização de um imageamento consiste em uma tarefa que apresenta três problemas fundamentais, quais sejam: a imagem se apresenta com baixa resolução, tem seu formato errôneo e se encontra posicionada no local errado. Assim, uma imagem interpretável significa obter-se uma energia sísmica focalizada e bem definida, com o formato correto e em sua posição verdadeira, isto é, quanto mais definida for à imagem e quanto mais verdadeira sua posição e formato, mais precisamente a estrutura poderá ser avaliada e explorada. Neste sentido, o método que define, modela e localiza a imagem denomina-se “migração”, a qual representa uma das etapas mais importantes de todo processamento sísmico, em virtude da mesma transformar (migrar) os dados sísmicos em uma imagem da região de interesse em subsuperfície a ser interpretada. Existem diferentes tipos de migração e todas são consideradas como métodos no processo de imageamento, cada um com suas vantagens e desvantagens. Assim, a migração tem como objetivo principal, fornecer a imagem dos refletores de interesse em subsuperfície. Em virtude desta importância, ao longo dos anos foram desenvolvidos métodos de migração com o propósito de melhorar cada vez mais a resolução das imagens em subsuperfície. Dentre os métodos citados acima se destaca o método de migração tipo Kirchhoff (Schneider, 1978; Bleistein, 1987; Schleicher et al., 1993; Tygel et al., 1996), o qual é extensamente utilizado na industria de petróleo para obter imagens da subsuperfície a partir do dado sísmico. A migração tipo Kirchhoff é bastante versátil, visto permitir migrar dados completos ou apenas parte dele, no entanto, a referida migração faz um amplo uso da teoria do raio de ordem zero, como forma de encontrar a função de Green do problema de imageamento, sendo esta teoria aplicada de forma efetiva em meios suaves. Desta forma, alguns fenômenos de propagação da onda, como por exemplo, as difrações observadas em ambientes, onde a geologia do meio é complexa ou em meios que apresentam fortes variações laterais de velocidades, não podem ser simuladas de forma adequada. Somado a estes fatos, existem outras restrições vinculadas à teoria do raio de ordem zero, as quais se referem às singularidades ocasionais advindas da ocorrência de cáusticas (cruzamento de raios) ao longo do caminho de um determinado raio especular, das zonas de sombra, etc. Assim, havendo a necessidade crescente de melhorar a qualidade das imagens, estudiosos vem desenvolvendo pesquisas de imageamento sísmico (Albertin et al., 2004; Bleistein, 2008; Hill, 1990, 2001; Ferreira, 2007; Ferreira; Cruz, 2004a, 2005a, 2005b, 2005c, 2005d, 2009; Gray; Bleistein, 2009; Popov et al., 2010, Protasov; Tcheverda, 2011), pesquisas estas que se utilizam das vantagens do método de feixes gaussianos (do inglês Gaussian Beams ou GB’s) na solução da equação da onda sísmica, tais vantagens sendo apresentadas em Cervený (1982, 1983, 1985, 2000), Popov(1982, 2002), Müller (1984), Novack (2003), Žácek (2006), Kravtsov et al., (2007)). Todas estas pesquisas estabelecem que a técnica de migração que utiliza os fundamentos teóricos dos GB’s, torna-se uma técnica poderosa de imageamento sísmico, com precisão comparável às migrações que utilizam a solução da equação da onda, bem como, quando comparadas à flexibilidade e confiabilidade das migrações do tipo Kirchhoff. Diante do exposto, o presente trabalho abordará uma integral de migração denominada migração Kirchhoff 2,5D em verdadeira amplitude (Tygel et al., 1996), aplicada a uma classe de migração pré-empilhamento em profundidade. Contudo, tal integral será modificada em seu núcleo, através de uma aproximação do campo de ondas, definida por um operador integral de superposição de feixes gaussianos, como função de Green do problema de imageamento no domínio do afastamento fonte-receptor constante (CO, do inglês common offset) similarmente a Ferreira e Cruz (2009).

Download
Back to the article list